Novos modelos de negócios na internet das coisas em 2025
A revolução da Internet das Coisas (IoT) transformou drasticamente o panorama empresarial nos últimos anos. Em 2025, essa tendência continua a se acelerar, trazendo consigo uma onda de novos modelos de negócios que estão redefinindo a forma como as empresas operam e interagem com seus clientes.
Customização em massa e produtos orientados ao serviço
Uma das principais mudanças observadas é a crescente adoção de modelos de negócios baseados em serviços. Graças à conectividade avançada e à capacidade de coletar e analisar dados em tempo real, as empresas podem oferecer soluções personalizadas e adaptáveis às necessidades individuais de cada cliente.
Ao invés de vender produtos fixos, muitas organizações estão migrando para modelos “produtos como serviço” (PaaS), onde os clientes pagam por acesso e uso, em vez de propriedade. Isso permite que as empresas mantenham um relacionamento contínuo com seus consumidores, ajustando continuamente os serviços com base nos dados coletados.
Um exemplo claro disso são os carros conectados. Em vez de vender veículos, as montadoras oferecem pacotes de mobilidade que incluem acesso a diferentes modelos de acordo com as necessidades do cliente, manutenção proativa, atualizações de software e muito mais. Essa abordagem gera uma receita recorrente e permite que as empresas mantenham um vínculo duradouro com seus clientes.
Ecossistemas colaborativos e parcerias estratégicas
Outra tendência emergente é a formação de ecossistemas colaborativos, onde empresas de diferentes setores se unem para criar soluções integradas. Ao invés de atuarem de forma isolada, esses players estabelecem parcerias estratégicas, combinando suas especialidades e recursos para oferecer experiências mais completas e personalizadas aos usuários finais.
Por exemplo, uma empresa de eletrodomésticos pode se associar a uma operadora de telecomunicações e a uma startup de inteligência artificial para desenvolver uma linha de eletrodomésticos conectados que aprendem com os hábitos dos usuários e se adaptam automaticamente. Esse ecossistema colaborativo permite que cada parceiro contribua com sua expertise, resultando em soluções mais inovadoras e valiosas para o consumidor.
Essas parcerias também abrem caminho para novos modelos de receita compartilhada, onde os ganhos são distribuídos de forma justa entre os participantes do ecossistema, incentivando a cooperação e a inovação contínua.
Plataformas abertas e economia de dados
A ascensão da Internet das Coisas está impulsionando o desenvolvimento de plataformas abertas, que permitem a integração de dispositivos e serviços de diferentes fornecedores. Essas plataformas atuam como facilitadoras, conectando diversos players e habilitando a criação de soluções personalizadas e escaláveis.
Ao invés de ficarem presos a ecossistemas fechados, os usuários finais podem agora escolher livremente os dispositivos e serviços que atendem melhor às suas necessidades, criando soluções sob medida. Isso estimula a inovação e a concorrência saudável no mercado.
Além disso, a enorme quantidade de dados gerada pelos dispositivos IoT está dando origem a uma nova economia baseada na informação. Empresas estão desenvolvendo modelos de negócios que monetizam esses dados, oferecendo serviços de análise, insights e até mesmo a própria infraestrutura de coleta e processamento de dados como um serviço.
Novos modelos de receita e precificação
À medida que os modelos de negócios evoluem, também observamos uma diversificação nas formas de geração de receita e precificação. Além dos tradicionais modelos de venda de produtos e serviços, as empresas estão adotando abordagens mais criativas e flexíveis.
O modelo “freemium” (gratuito com opções premium pagas) tem se tornado cada vez mais comum, permitindo que os clientes experimentem recursos básicos gratuitamente antes de optarem por versões mais avançadas ou personalizadas. Essa estratégia ajuda a atrair e reter usuários, gerando uma base sólida para a venda de serviços adicionais.
Outra tendência é a precificação dinâmica, em que os preços são ajustados em tempo real com base em fatores como demanda, disponibilidade de estoque, perfil do cliente e muito mais. Isso permite que as empresas maximizem seus lucros, ao mesmo tempo em que oferecem aos clientes opções personalizadas de acordo com suas necessidades e disposição de pagamento.
Novos perfis profissionais e habilidades
À medida que a Internet das Coisas se torna cada vez mais onipresente, novos perfis profissionais e habilidades emergem para atender às demandas desse ecossistema em constante evolução.
Especialistas em IoT, analistas de dados, engenheiros de software embarcado e arquitetos de sistemas distribuídos estão entre as profissões mais procuradas pelas empresas. Essas funções exigem uma combinação de conhecimentos técnicos, habilidades de resolução de problemas e compreensão dos desafios de integração e escalabilidade inerentes à IoT.
Além disso, há uma crescente necessidade de profissionais com expertise em cibersegurança, privacidade de dados e conformidade regulatória. À medida que os dispositivos IoT se proliferam, a proteção contra ameaças cibernéticas e a garantia da privacidade dos dados coletados se tornam prioridades fundamentais.
Impacto na sustentabilidade e responsabilidade social
A adoção generalizada da Internet das Coisas também está impulsionando uma agenda de sustentabilidade e responsabilidade social corporativa. Os dados coletados pelos dispositivos IoT podem ser utilizados para otimizar o uso de recursos, reduzir o desperdício e promover práticas mais ecológicas.
Por exemplo, sensores em edifícios inteligentes podem monitorar o consumo de energia e ajustar automaticamente a iluminação, aquecimento e refrigeração com base na ocupação e nas condições ambientais. Isso resulta em uma redução significativa no consumo de energia e nas emissões de carbono.
Além disso, a Internet das Coisas está possibilitando modelos de negócios mais circulares, em que os produtos são projetados para serem reutilizados, remanufaturados ou reciclados, minimizando o impacto ambiental. Empresas estão adotando abordagens de “produto como serviço” e economia compartilhada, incentivando o uso sustentável de recursos.
Desafios e considerações éticas
Apesar dos benefícios, a adoção em larga escala da Internet das Coisas também traz consigo desafios e considerações éticas que precisam ser abordados.
A segurança cibernética é uma preocupação crítica, pois a proliferação de dispositivos conectados amplia a superfície de ataque, expondo as empresas e os usuários a riscos de violações de dados e ataques maliciosos. Investimentos em tecnologias de cibersegurança avançadas e em treinamento de funcionários são essenciais para mitigar esses riscos.
Outro desafio é a privacidade dos dados coletados pelos dispositivos IoT. À medida que as empresas têm acesso a informações cada vez mais detalhadas sobre o comportamento e as preferências dos usuários, é fundamental estabelecer políticas rígidas de proteção de dados e transparência sobre o uso dessas informações.
Além disso, questões éticas relacionadas à tomada de decisões autônomas por sistemas IoT, à responsabilidade em caso de falhas e acidentes, e ao impacto social da automação e da substituição de empregos também precisam ser cuidadosamente consideradas.
Conclusão
A Internet das Coisas está transformando profundamente o panorama empresarial, trazendo uma miríade de novos modelos de negócios e oportunidades. Em 2025, veremos empresas cada vez mais focadas em soluções personalizadas, ecossistemas colaborativos e na monetização de dados.
Esses modelos inovadores exigirão novas habilidades e perfis profissionais, além de uma abordagem responsável em relação a questões de segurança, privacidade e sustentabilidade. As empresas que souberem navegar com sucesso nesse novo cenário estarão bem posicionadas para prosperar na era da Internet das Coisas.